terça-feira, 2 de junho de 2009

Sensação de redução?

Vou postar aqui meu comentário dos seguintes vídeos pro pessoal que não é da materia poder ver também...






Bem, os dois vídeos tratam de questões importantes relativas a usabilidade das interfaces tornando interfaces mais amigáveis, simplificando e agilizando a utilização das mesmas.
O video do Quicksilver mostra conceitos que são bastante proximos ao do "Don't make me click", em especial o "Act without work" que possibilita uma ação imediata, sem diversos intermediários e o "Fast and universal acess" sintetizam muito bem a idéia de se prover interfaces simples, com menos interação, que valorizam o conteúdo para o usuário. Com pouco esforço e velocidade o usuário pode executar a ação desejada, exatamente como um site como o google demonstrado no primerio video, você quer buscar e obter o resultado, não são necessárias categorizações e outros fatores, uma única barra e um botão buscar é exatamente o suficiente.
No "Don't make me click" são apresentando diversos exemplos de como uma interface pode ser simples e ao mesmo tempo extremamente agradável e útil, acho que o exemplo mais marcante é a comparação do Google Calendar com um outro "site-calendário" que permite que você visualize seus compromissos com um simples girar anti-horario ou horário do mouse, perimitindo passar da visualização na escala de anos ou decadas para dias ou semanas rapidamente e de maneira bastante fácil.. e convenhamos, não há nada mais chato que um site "quadrado" como o Calendar, são formulários e mais formulários além dos diversos clicks necessários para qualquer operação ser efetuada.
Outra idéia interessante em Quicksilver é a de ignorar fontreiras, ou seja agregar funções diversas ao mesmo dispositivo é extremamente útil desde que feito de forma clara e funcional.
Eu só não concordo totalmente com o palestrante do primeiro vídeo quando ele diz que a melhor interface seria "ausência de interface" , ou seja uma interface que é tão simples que nem deixa o usuário notar que ela está presente, já que segundo ele, muita interação do usuário com a interface leva a uma menor desidade de informação, portanto menos conteúdo, chamando consequentemente menos usuários e potencialemente tendo menos dinheiro como retorno.
Eu vejo uma outra opção diferente desta solução de reduzir da interação e por isso pergunto, será que o pessoal da Apple pensa assim??
Basta olharmos para a sensação do momento, dispositivos sensíveis ao toque ,cada dia mais e mais pessoas querem tem um Iphone ou um Ipod Touch, e por acaso estes tem pouca interação?? Não! Pelo contrário há sim, o conteúdo está próximo ao usuário, literalmente na mão do usuário, e isto traz uma sensação de controle total do dispositivo. Usar a mão é um meio natural e eficiente, que traz conforto ao mesmo tempo que permite muita interação com fácil acesso ao conteúdo.
E essa parece ser uma tendência consolidada, aproximar os sentidos da aplicação via interface, como notamos nos programas televisivos da CNN e alguns no Brasil que se utilizam de touch screens para disponiblizar conteúdo informativo de maneira mais interativa para o espectador, além de outros produtos como o Photosynth e o Surface da Microsoft trazem o usuário para uma experiência deste tipo, prove uma interface interativa com conteúdo abundante, ao alçance dos sentidos do usuário.
Sempre é possível explorar melhor cada uma das idéias, então não seria melhor trabalhar mais com as sensações do usuário e ao mesmo tempo possibilitar acesso e ação rápida sobre o conteúdo?

Um comentário:

  1. Gustavo,

    o ponto que você coloca sobre interatividade ou o "mal da interatividade" que o primeiro vídeo apresenta também me chamou a atenção. Eu nunca tinha tratado isso dessa forma na disciplina. mas cada vez que vejo o vídeo tendo a concordar que o excesso leva a uma poluição e consequentemente a uma menor usabilidade. Mas acho que eu chamaria talvez do "mal da hipertextualidade".

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