segunda-feira, 29 de junho de 2009

Acessibilidade Digital..

Confesso que eu nunca tinha parado pra pensar em acessibilidade na Web antes das aulas na nossa matéria, aliás sempre me parecer algo ortodoxo afinal de contas geralemente a gente tenta, como nessa frase, generalizar as coisas, procurar uma "interface" para o indivíduo médio, considerar determinados tipos de usuários em particular sempre parece um "zelo" ou um excesso...

No entanto como ficou bem claro nas aulas é fundamental que princialmente os serviços básicos tenham esse tipo de assistencia..

Afinal, um deficiênte visual ou um deficiente auditivo já enfrenta dificuldades físicas de locomoção em razão dos mais diversos problemas que vão desde uma falta de sinalização adequada até a falta de cuidado para o acesso dos mesmos a uma agência bancaria por exemplo, não seria muito melhor caso ele pudesse evitar tudo isso, simplesmente sentado na sua cadeira em casa, podendo acessar um banco ou uma agência de noticias...?

É muito mais fácil e barato adequar um site a esta realidade do que sair por aí reformando todas as calçadas e etc, basta que tenhamos a consciência de que este tipo de realidade precisa ser atendido.. Eu certamente, caso um dia me depare com uma situação na qual possa prover um tipo de acesso especial para usuários "especiais", vou me empenhar em convencer aqueles que trabalharem comigo a investir mais nesse sentido, ficou claro pra mim que uma inciativa desse tipo só traz beneficios para os dois lados, empresa e usuários...

Seja um banco que tem acesso especial, os demais ou correm atrás ou perdem clientes, seja um único portal que fornece esse tipo de acesso, certamente o mesmo terá um grande número de visitantes desse tipo podendo inclusive gerar renda com marketing próprio além de permitir que seu conteúdo atinja um número ainda maior de pessoas...


Não só uma necessidade, parece ser uma ótima oportunidade!


Um vídeo interessantíssimo sobre acessibilidade digital...
Fala de tudo mesmo, desde sites de compras, noticias, bancos e serviços públicos... vale a pena ver!!! Ele apresenta também soluções simples pra resolver algumas barreiras de acesso... é muito interessante..!








É simplesmente ridículo pensar que a usuária precisou dar praticamente 50 tabs, escutar 50 coisas diferentes, pra tentar chegar a notícia... mas infelizmente esse é o único meio que ela tem pra conseguir o acesso, a página em questão nao estava adequadamente desenvolvida pra esse tipo de necessidade nem para o programa que ela dispunha de leitura.



Uma idéia, por que não desenvolver um plugin que conecte o navegador com o programa de leitura, e que ao acessar um site, o próprio site identifique este dispositivo no navegador, determinando que é um acesso "especial" e disponibilize conteúdo num formato mais adequado para o programa de leitura?? Algo semelhante ao acesso de um site pelo celular, que alguns sites já identificam que se trata de um acesso desse tipo e disponibilizam um conteúdo diferente e mais próprio para o dispositivo?


Aliás fica aqui uma crítica também, um usuário especial JAMAIS conseguiria fazer um post num blog como esse utilizando estas funcionalidades especiais de imagens e vídeos, é dificil até pro usuário comum!




quinta-feira, 25 de junho de 2009

Texto em áudio

Há várias pesquisas envolvendo acessibilidade, objetivando encontrar uma solução para a inclusão de deficientes visuais.

Uma nova notícia em que outro grupo de pesquisa desenvolveu um trabalho que transforma texto em áudio.

" O Ministério da Educação apresentou um aplicativo que permite a qualquer usuário transformar arquivos de texto em áudio ou ainda gerar documentos para impressão de textos em braile.

Chamado de Mecdaysi, a aplicação foi desenvolvida por pesquisadores do Ministério da Educação e técnicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e consumiu R$ 680 mil em custo de desenvolvimento.

O Ministério vai liberar ainda outros R$ 180 mil para centros de apoio ao deficiente visual espalhados pelo Brasil usarem a tecnologia na impressão de livros didáticos em braile e na conversão de livros em papel em áudio livros.

Com versões para Linux e Windows, o programa lê arquivos de texto e os converte para voz. Assim, qualquer obra disponível em formato digital pode ser convertida para arquivo de áudio e tornar-se acessível para portadores de deficiência visual.

Ao apresentar o aplicativo, em evento em Brasília, o ministro Fernando Haddad frisou que o software não visa substituir a alfabetização em braile ou a produção de livros em linguagem com revelo, mas sim criar uma ferramenta complementar para a inclusão de deficientes visuais."


link:

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/software-do-mec-transforma-texto-em-audio-24062009-50.shl


Achei muito interesante a idéia de disponibilizar obras em formato digital em áudio. Assim, os deficientes visuais terão um acesso muito maior a literatura do que eles têm atualmente. Isso porque, a impressão em braile não é simples, e as obras ficam muito grandes, se tornando inviável traduzir todos os textos para braile. Dessa forma, a transformação em áudio auxiliaria bastante, facilitando a tradução e armazenamento das obras.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Internet em Braile


"Um projeto de pesquisa, conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São José do Rio Preto, tem desenvolvido um console em braille para permitir o acesso de deficientes visuais ao conteúdo de páginas da internet"

"...com o dispositivo um deficiente visual pode acessar textos comuns disponibilizados na internet sem necessidade de impressoras especiais, e no tempo real do acesso.

“Montados lado a lado em um teclado de leitura, os dispositivos se ligam a um processador capaz de ler um texto em uma tela comum de computador e o converter para os sinais braille”, disse à Agência FAPESP. “O dispositivo poderá contribuir para ampliar as possibilidades de trabalho de deficientes visuais em todas as atividades que empregam computadores pessoais.”

Link:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10644/especiais/internet-em-braille.htm


Uma idéia super interessante dentro do tema de acessibilidade web

Eu gostei bastante!!

É uma nova alternativa, diferente dos leitores de tela, para os deficientes visuais.
Enquanto o deficiente visual, com o leitor de tela, utiliza a audição para realizar a leitura da página, com esta ferramenta, ele utilizará o tato.
Não acho que uma ferramenta seja melhor que a outra, isso varia de acordo com cada usuário.
Mas, é muito bom que os usuários tenham a possibilidade de escolha de qual recurso eles se familiarizam melhor, que esteja de acordo com suas habilidades e assim, qual deles é de sua preferência

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Como funciona a reciclagem de computadores?

O tema não é de design, mas certamente é revelante e interessante, principalmente pra gente que ta fazendo Ciências do Ambiente..

Todos os componentes de um micro podem ser reaproveitados, evitando que afetem o meio ambiente

O lixo eletrônico é um dos grandes problemas da atualidade. Segundo dados do Greenpeace, por ano, são produzidos até 50 milhões de toneladas desse tipo de dejeto no mundo inteiro. E o volume vem crescendo em 5% ao ano na Europa. A questão principal não é a só que esse lixo ocupe muito espaço, o grande perigo é que a maior parte dos aparelhos eletrônicos usa em sua fabricação metais tóxicos, como mercúrio, chumbo e cádmio. "Quando um computador vai para o aterro sanitário, essas substâncias reagem com as águas da chuva e contaminam os afluentes e o solo", alerta Tereza Cristina Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Descarte e Reciclagem de Lixo Eletrônico da instituição.

A princípio, todos os componentes do microcomputador e do monitor podem ser reciclados. Até mesmo as substâncias tóxicas, como o chumbo, são reaproveitadas na confecção de novos produtos, como pigmentos e pisos cerâmicos. "A ideia é que, além de evitar que o metal contamine o solo, ele volte para a linha de produção. Assim, não é preciso tirar mais minérios da natureza", afirma Tereza Carvalho. Porém, no Brasil, ainda é muito difícil conseguir reciclar um aparelho inteiro. O que acontece é que, em geral, as empresas são especializadas na reutilização de apenas um tipo de material, como placas, plástico ou metais. Assim, quando uma máquina chega a esses lugares, o que interessa é aproveitado e o restante tem destinação incerta. É por isso que a USP está implantando o primeiro centro público de reciclagem de lixo eletrônico, que deve entrar em funcionamento em agosto. Lá, a equipe vai fazer a separação dos materiais e destiná-los para as empresas especializadas, fazendo com que nada seja descartado. "Existe uma falta de consciência sobre esse assunto, mas temos de pensar que, só em 2008, foram vendidos 12 milhões de computadores e que, daqui a cinco anos, eles vão virar sucata", diz a professora.
No Brasil, a questão da destinação de aparelhos elétricos começou a ser discutida só agora, com um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo e que prevê que os fabricantes, importadores e comerciantes sejam responsáveis por recolher e destinar o lixo eletrônico. Porém, Tereza Carvalho explica que a iniciativa é válida, mas não resolve o problema, já que trata apenas de computadores, monitores e produtos magnetizados. Sistemas de rede e parques de telefonia ficaram de fora. "Na Europa, que está bem avançada no assunto, desde 2002, existem leis que obrigam os fabricantes a se responsabilizar por todos os eletrônicos produzidos. Além disso, só podem ser fabricados micros verdes", diz a professora. Para um computador ser considerado verde, ele precisa ter um sistema de economia de energia, ser produzido dentro de padrões de gestão ambiental e não ter chumbo em sua composição. No Brasil, algumas marcas já oferecem essa opção, mas o mercado ainda é muito pequeno. "É muito importante divulgar o problema e alertar os consumidores para, primeiro, nunca darem aparelhos velhos aos sucateiros, que só vão retirar as partes que podem vender, o resto jogam fora. O ideal é que os usuários deveriam comprar apenas micros verdes. Se houver a demanda, todas as empresas vão ter que se adequar", finaliza Tereza Carvalho.
http://revistaescola.abril.uol.com.br/ciencias/fundamentos/como-funciona-reciclagem-computadores-477630.shtml

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mamãe + Wii = Diversão!


O nintendo Wii dispensa apresentações não? Acho que todos conhecem os controles via movimentos, os jogos malucos e acessórios incomuns que vão aparecendo a cada dia para este console.

Agora, nem todo mundo sabe das inúmeras aplicações que ele vem ganhando: recuperação de atletas, forma de se exercitar (sim, isso mesmo!), até em asilos e hospitais, a nova moda é jogar Wii!
Qual o segredo do Wii? Por que tanta gente joga? Meu primo de 8 anos joga, e meu avô de 70 também...qual o mistério?



O mistério na verdade não existe. Jogar via movimentos é fácil. Pouca gente se adapta rápido a uma sequência de controles e botões que deve apertar pra dar uma raquetada num jogo de tênis, agora quando tudo isso vira um simples movimento com o braço, como se segurasse uma raquete mesmo, fica MUITO mais simples, qualquer um que já viu o Guga jogar vai se virar bem.

E em inúmeros outros games isso se repete: a melhor interface é a ausência de interface alguma, ou seja, não precisa decorar controles, basta se mexer! No máximo, o jogador utiliza um ou dois botões para navegar, mas é tudo muito simples. É claro que temos os jogos mais complexos, estes para os mais experientes, tudo tem seu devido público-alvo.

Lá em casa, eu comprei um no mês de março. No começo meus pais acharam estranho, até meio bobo. Mas bastou colocar o jogo de boxe pra eles jogarem, e pronto. Agora todo mundo se diverte, até ganhei concorrência hahaha...



Outro detalhe muito legal é o controle, que tem o design de um controle-remoto. Todo mundo sabe utilizar um desses não? Só apontar pra tela e apertar o botão que você quer. Bom, no Wii, é o mesmo esquema.

Então está aí o segredo: utilizar movimentos simples e intuitivos, aproximar a interface do controle com algo que todo mundo conhece, e é claro, muita criatividade nos jogos! Diversão garantida pra toda família, eu recomendo =)

Web Semântica?

Seguindo a onda dos vídeos do TED, foi publicada na info deste mês uma matéria muito legal sobre Web Semântica, ou como muitos preferem chamar, a Web 3.0.

A idéia é a mesma, Tim Berners-Lee, pai da Web como a conhecemos hoje, fala sobre as novas metas e tendências, deste modelo de internet: ligação direta entre dados, e não mais somente entre as páginas, mecanismos de busca que realmente entendem o que é que estão procurando.

Imagine que você está se mudando pra São Paulo, e quer encontrar um apartamento pequeno, de dois dormitórios, num prédio seguro, próximo de uma estação de metrô, e não muito longe da saída da cidade. Quanto tempo acha que levaria para encontrar este tipo de informação hoje? Horas, dias? Bom, isso varia, mas com certeza, você teria que passar por diversas páginas, analisar informações...e com boas chances de não encontrar o que procura.

Cito aqui então a frase de abertura da matéria: "Esqueça o Google!", pelo menos esqueça o que você sabe sobre buscas na internet. E imagine que o "novo Google" fosse capaz de interpretar e ligar corretamente as informações que você passou, e te desse instantaneamente o resultado procurado. Muito mais prático e inteligente não?

Pois bem senhores, essa é a web semântica! Ainda não muito implementada, e com muitas vertentes contrárias a ela, eu pessoalmente acho muito legal este novo modelo, esta abordagem mais completa dos dados.

A verdade é que a Web vai mudar, inúmeras novidades e idéias surgirão nos próximos anos. E eu espero ansiosamente por cada uma delas, pois meus amigos, em breve teremos uma nova revolução sobre tudo o que pensamos em termos de Internet!

Novidades...

Segundo consta o Windows 7 (sucessor do Vista) vai portar esse tipo de técnologia...

Vai ser sensacional poder tocar na tela do seu laptop e controlar o que está acontecendo não??

EDIT : complementando com um video do multi-touch no windows 7.






Observe a parte que o cara toca piano na tela... é simplesmente sensacional... o futuro está aí realmente!

Hehehe, eu já to com vontade de meter o dedo na tela do meu laptop aqui, pena que vai estragar hehehehehe

sábado, 6 de junho de 2009

Foi quase sem querer


Existe um aspecto curioso dentre aqueles que estudam computação
que muitos desconhecem ou negam. Os Computadores estão cada vez mais inseridos no cotidiano de muitas pessoas e por consequência mais ainda na vida daqueles que gostaram pelo menos um pouquinho dessa máquina que esquenta pra xuxu. Provavelmente a presença dessa máquina,
que muitas vezes é vista como uma caixa barulhenta ou no mínimo estranha por alguns, esteve presente na vida dos 'computeiros' desde muito antes deles saberem como essa coisa funciona.
Dessa maneira é bem comum encontrar na vida dos estudantes de computação traços de um computeiro que só iria se manifestar bem mais tarde.
Olhando para um passado bem distante até os dias atuais posso identificar momentos que desde cedo me indicaram qual curso eu deveria ter prestado no vestibular. A muito muito tempo atrás, talvez lá pelos 12 anos, na aula de informática na escola trabalhei com uma ferramenta chamada Micromundos. Básicamente o objetivo era programar uma tartaruguinha para executar alguma interação com o usuário. Opa, lá pelos 12 anos eu era um programador?


Na verdade não!






Mas naquele tempo comecei a criar um censo crítico sobre computadores e até mesmo sobre as interfaces que esbarro no meu dia-a-dia. A minha tartaruguinha devia se apresentar de forma amigável ao usuário e com isso surgiu um dos primeiros conceitos de interface na minha cabeça.
A mais ou menos um ano entrei em um projeto de iniciação científica na área de robótica pedagógica. Nesse projeto dois softwares foram criados para realizar uma comunicação direta entre um usuário e o computador, e o computador e o robô. No momento que encontrei dificuldades em manipular os softwares já criados começaram a surgir dúvidas em minha cabeça que só foram respondidas mais tarde na aula de interfaces. O usuário, que muitas vezes é uma criança, deve saber o que é uma porta COM? Qual alerta o software deve emitir se o robô perder comunicação com o robô? Como devem ser apresentadas mensagens de erro? Hoje o software foi corrigido pelas experiências com interface que fui acumulando dentro e fora do curso de eng. de computação.
Posso dizer que foi quase sem querer que entrei nesse curso. No momento da escolha me pareceu ser meio natural marcar a opção computação na inscrição do vestibular. Não precisei de pensar muito pois a computação se inseriu sozinha na minha vida, da mesma maneira que ocorreu com meus colegas de curso. Já que estamos aqui, a frase da vez é: "BOLA PRO MATO QUE O JOGO É DE CAMPEONATO!!!"

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Don't click

Aproveitando o assunto abordado no vídeo Don't make me click, tem um site diferente e interessante que requer do usuário que ele não clique!

http://www.dontclick.it/

É bom para cada um pensar se prefere sem o click ou se seria melhor se pudesse clicar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Design de Interface

A primeira experiência que tive com o design de interfaces foi no primeiro projeto em que trabalhei, cuja proposta era o design e desenvolvimento de uma aplicação educacional para o xo (laptop de $100).
Nesse projeto, elaborei o design de um jogo educacional em que o tema era a fauna e flora brasileira. O principal objetivo do jogo era apresentar aos estudantes, dentro da faixa etária de 6 a 12 anos, os animais característicos do Brasil, os ecossistemas aqui existentes e a relação entre ambos, com a descrição do habitat e hábitos dos animais e das características de cada ecossistema. Dessa forma, eles conheceriam um pouco mais de seu próprio país. Já que, é comum saber mais sobre animais que não são característicos do Brasil, como o elefante e a girafa, do que sobre animais brasileiros, como o tamanduá-bandeira ou da arara azul.
Além disso, nesse jogo, foi abordado a temática da extinção de animais. Objetiva-se com isso, tornar de conhecimento público a necessidade de atenção à fauna brasileira, em que animais caracteristicos do Brasil, estão entrando em extinção ou já foram extintos.
O principal desafio que existe na elaboração de um jogo educacional é passar conteúdo e ao mesmo tempo torná-lo atrativo. Isso porque, um jogo educacional, simplesmente por ter o nome educacional, já afasta as pessoas, pois é considerado chato. Dessa forma, o design da interface do jogo é muito importante.
O aspecto principal da interface criada é o design minimalista. Isso porque, deve-se ter cuidado para não inserir em excesso funcionalidades, ícones, imagens. Pois estes, em excesso, servirão para confundir o usuário e tornar a interface complicada de se entender e usar.
A interface também foi elaborada com o intuito de ser o mais clara possível, não necessitando o usuário de ajuda ou mesmo descrição de cada funcionalidade. Dessa forma, foi criado um help. Porém, ele é sintético, explicando somente as principais características e movimentos do jogo. É importante que o help seja sintético, não só pelo fato de que para usar uma interface não deve ser necessário muitas explicações, mas também porque os usuários desse software são crianças, que não se interessam por ficar lendo muitas instruções e, muitas vezes, foram alfabetizadas há pouco tempo.
Outro ponto importante no design da interface foi o cuidado com os termos e expressões utilizadas. Isso porque, é importante que se passe conteúdo educacional e ao mesmo tempo que o mesmo seja compreendido pelas crianças. Sendo assim, os termos usados não eram muito eruditos, e sim, simples e comuns. Mas, ao mesmo tempo, refletiam o conteúdo que queria ser passado com o jogo.
Após o desenvolvimento do jogo, foi realizado um teste com algumas crianças. O método utilizado nesse teste de software inspirou-se e foi adaptado da proposta de Chorianopoulos e Spinellis para a avaliação de respostas emocionais para IU. O framework é composto de três construtos (Estados de Sentimento, Engajamento e Gosto) relativos aos níveis de Norman para os mecanismos mentais, e de um instrumento de medida para esses construtos (SAM). Nesse teste, utilizou-se o SAM como instrumento de registro do estado de sentimento imediato individual.
Além da utilização do SAM, houve uma discussão com as crianças sobre o que eles acharam do jogo, o que poderia ser alterado ou incrementado no mesmo. Essas duas atividades mencionadas foram realizadas após uma etapa inicial de exploração do jogo, onde as crianças sozinhas puderam conhecer, entender o jogo e jogá-lo. Os resultados obtidos nesse teste foram bastante satisfatórios, o que contribui para eu gostar ainda mais da experiência que tive trabalhando nesse projeto =)
Digo isso, porque a experiência de criar um jogo simples, mas por inteiro, desde o design até o desenvolvimento e avaliação do mesmo num primeiro projeto foi muito boa, pois além de aprender sobre design de interfaces, aprendi outra liguagem de programação, tive acesso a um laptop com uma interface e forma de interação diferente dos computadores comuns e com isso, aprendi muitas coisas voltadas à computação. Assim, por si só, essa já seria uma experiência extremamente válida. Mas, acrescentando o fato de que a avaliação do software foi bem sucedida, só tenho como gostar ainda mais desse projeto =)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Interface para Jogos

Primeiro uma breve apresentação. Olá, meu nome é Guilherme Pozzato, sou estudante de Engenharia de Computação da Unicamp. Esse blog está sendo criado como parte da disciplina MC750 - Construção de Interfaces Homem-Computador e seu objetivo é mostrar o que a disciplinas nos ensinou.

Os meu posts terão como assunto principal a relação entre a interfaces e jogos digitais por dois motivos. O primeiro é que eu trabalho no desenvolvimento de jogos no Instituto de Biologia da Unicamp, criando jogos educacionais e o segundo é que eu também jogo video games, e sei o quanto uma interface ruim é angustiante.

Uma das etapas mais difíceis na criação de jogos é criar uma interface fácil, útil e agradável para o jogador, pois o usuário de jogos, em nenhum momento, é obrigado a jogar, pois é um lazer para ele, e se a interface não o agradar, simplesmente perdemos um cliente. Por isso o meu interesse na disciplina MC750 é muito grande.

Atualmente o projeto que estou envolvido é sobre a criação de um jogo de simulação, no estilo de The Sims, em que sejam abordados os ciclos da água e do carbono. O objetivo do jogo será viver o dia-a-dia e tentar balancear o bem-estar do avatar com o quanto este prejudica o ambiente. pelo gasto de água ou emissão de gases que influênciam no aquecimento global. Por exemplo, a utilização de uma vassoura no lugar de uma mangueira para lavar a calçada, a vassoura causaria um gasto energético muito maior para o avatar, mas a mangueira gastaria muita água. Ou ainda a decisão de instalar um captador de energia solar ou água da chuva, que trariam benefícios evidentes para o ambiente, mas trariam um gasto extra para o avatar.

Um dos últimos dilemas foi a criação do nome e a tela inicial, ou seja, a interface inicial com o usuário. A primeira tela criada foi a seguinte.




Como podem ver, além de um possível processo da Electronic Arts devido ao nome totalmente plágiado e de algumas mães criticando o jogo devido a apologia a heavy metal, satanismo e coisas do gênero. A tela não apresenta nenhuma informação relevante para o jogo, a pessoa não consegue nem indentificar o tema do jogo, eu mesmo chutaria algo relacionado a música.

Por fim criamos uma nova tela, em que o nome do jogo traz conteúdo, assim como a imagem, e adicionamos um menu de seleção bem simples e eficiente.
O resultado foi esse.



Muito Melhor, não? Uma interface simples, limpa e agradável. Algo que sempre desejamos.

Até mais !

terça-feira, 2 de junho de 2009

Como funcionam os telões da televisão..

No comentário anterior eu disse que era sensível ao toque mas não é exatamente o touch screen que a gente conhece... é uma tecnologia diferente e interessante... mais sobre os telões da Globo aqui!



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"Composto por uma tela, um projetor de vídeo, uma câmera infravermelha e dois computadores, o sistema é capaz de responder a múltiplos toques dos apresentadores. Diferente da tecnologia touch screen a que estamos acostumados, como a usada nos caixas eletrônicos de bancos, por exemplo, a ferramenta permite que várias pessoas utilizem a tela ao mesmo tempo.

Além disso, a tela reconhece movimentos variados e executa as funções programadas para cada um deles. O processo é semelhante ao da tela de um celular iPhone, em que o usuário interage com a tela em tempo real fazendo movimentos com a mão para ativar as funções, muitas delas de forma intuitiva."



Sensação de redução?

Vou postar aqui meu comentário dos seguintes vídeos pro pessoal que não é da materia poder ver também...






Bem, os dois vídeos tratam de questões importantes relativas a usabilidade das interfaces tornando interfaces mais amigáveis, simplificando e agilizando a utilização das mesmas.
O video do Quicksilver mostra conceitos que são bastante proximos ao do "Don't make me click", em especial o "Act without work" que possibilita uma ação imediata, sem diversos intermediários e o "Fast and universal acess" sintetizam muito bem a idéia de se prover interfaces simples, com menos interação, que valorizam o conteúdo para o usuário. Com pouco esforço e velocidade o usuário pode executar a ação desejada, exatamente como um site como o google demonstrado no primerio video, você quer buscar e obter o resultado, não são necessárias categorizações e outros fatores, uma única barra e um botão buscar é exatamente o suficiente.
No "Don't make me click" são apresentando diversos exemplos de como uma interface pode ser simples e ao mesmo tempo extremamente agradável e útil, acho que o exemplo mais marcante é a comparação do Google Calendar com um outro "site-calendário" que permite que você visualize seus compromissos com um simples girar anti-horario ou horário do mouse, perimitindo passar da visualização na escala de anos ou decadas para dias ou semanas rapidamente e de maneira bastante fácil.. e convenhamos, não há nada mais chato que um site "quadrado" como o Calendar, são formulários e mais formulários além dos diversos clicks necessários para qualquer operação ser efetuada.
Outra idéia interessante em Quicksilver é a de ignorar fontreiras, ou seja agregar funções diversas ao mesmo dispositivo é extremamente útil desde que feito de forma clara e funcional.
Eu só não concordo totalmente com o palestrante do primeiro vídeo quando ele diz que a melhor interface seria "ausência de interface" , ou seja uma interface que é tão simples que nem deixa o usuário notar que ela está presente, já que segundo ele, muita interação do usuário com a interface leva a uma menor desidade de informação, portanto menos conteúdo, chamando consequentemente menos usuários e potencialemente tendo menos dinheiro como retorno.
Eu vejo uma outra opção diferente desta solução de reduzir da interação e por isso pergunto, será que o pessoal da Apple pensa assim??
Basta olharmos para a sensação do momento, dispositivos sensíveis ao toque ,cada dia mais e mais pessoas querem tem um Iphone ou um Ipod Touch, e por acaso estes tem pouca interação?? Não! Pelo contrário há sim, o conteúdo está próximo ao usuário, literalmente na mão do usuário, e isto traz uma sensação de controle total do dispositivo. Usar a mão é um meio natural e eficiente, que traz conforto ao mesmo tempo que permite muita interação com fácil acesso ao conteúdo.
E essa parece ser uma tendência consolidada, aproximar os sentidos da aplicação via interface, como notamos nos programas televisivos da CNN e alguns no Brasil que se utilizam de touch screens para disponiblizar conteúdo informativo de maneira mais interativa para o espectador, além de outros produtos como o Photosynth e o Surface da Microsoft trazem o usuário para uma experiência deste tipo, prove uma interface interativa com conteúdo abundante, ao alçance dos sentidos do usuário.
Sempre é possível explorar melhor cada uma das idéias, então não seria melhor trabalhar mais com as sensações do usuário e ao mesmo tempo possibilitar acesso e ação rápida sobre o conteúdo?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Aventuras a nível de Código


Imagine um sistema que possui certos valores. E estes valores estão em constante modificação e atualização. Agora imagine você, usuário, realizando todo este processo, sem qualquer tipo de interface, tendo que ir a nível de código do sistema. Irreal? Absurdo? Também acho. Mas era assim que estava inicialmente um dos projetos que participei ano passado no meu estágio.

Tratava-se de um sistema de calibração de uma câmera, e a cada nova configuração, o desenvolvedor tinha que abrir o código, e modificar na mão, valor por valor dos coeficientes gerados na calibração. Primeiro erro grave: SÓ o desenvolvedor do código sabe como ele está organizado, o usuário comum do sistema não tem obrigação de saber isso...Outro erro: isso sempre exige recompilação do código, o que é obviamente desnecessário neste caso.

Meu primeiro objetivo foi então desenvolver uma interface que lidasse com isso: com menus, help, documentação e diversas opções pra quem quisesse usar o sistema. Era só calibrar, e escolher no menu o conjunto de valores, não teve erro, ficou muito mais fácil e confortável de se usar o programa. Desta forma, o código permanece inalterado, o usuário fica feliz pois todo o trabalho que ele tinha antes agora é feito automaticamente pra ele, e o programa ganha muito em termos de usabilidade.

Veja abaixo como ficou a interface do programa, bem simples mesmo, não mostro aqui a imagem do "Antes", pois ela justamente não existia!



Bom, os valores em si da calibração, eram tão complexos, que não tinha como sabermos se eram bom ou ruins, tinha que ser na base de testes, tentativas e erros. E esta simples interface facilitou muito o controle e escolha dos melhores conjuntos para o funcionamento de nossa câmera, cuja função era monitorar uma sala e trackear robôs =)


Abraços ;)

Minha eXPeriência...

Bom, como eu começando com isso, vou contar aqui um pouco da minha experiência pessoal com a "usabilidade" da matéria MC750 - Interfaces Humano-Computador....

Inicialmente vou descrever resumidamente meu estágio, trabalho num grupo de pesquisa da FEEC - Faculdade de Engenharia Elétrica e Eng. de Computação da Unicamp - chamado LBiC, que trabalha na área de IA com Bio-informática e Computação Bio-inspirada, sou estágiario "do laboratório" e portanto trabalho em diversas frentes junto com mestrandos e doutorandos, desenvolvendo aplicações de acordo com a necessidade da cada projeto.

Como trabalho em módulos específicos dos projetos e que normalmente são focados em análise de dados não temos uma preocupação específica com a interface, normalmente o desejo do pessoal é o mais minimalista e o menos ambíguo possível, ou seja, simplicidade. Mas um fato acontecido a uns dias me chamou bastante a atenção ... um usuário já experiente do grupo me mandou um email pedindo pra instalar um "cd especial" que não era lido por qquer máquina e nomeou as máquinas nas quais o "cd especial" funcionava.... Rapidamente já pensei que se tratava de um DVD... quando fui até o laboratório, estava desvendada a charada, o tal CD especial é na verdade um DVD... Obviamente que assim meu trabalho ficou facilitado, mas pare e pense, será que sua tia de 45 anos que adora mandar aquelas bobagens pra você no Orkut e MSN (que a sua priminha de 15 ensinou ela como usar) sabe diferenciar um do outro...???

Você vai dizer, putz claro , tem lá um símbolo escrito, DVD, CD, mas pra esse pessoal que não sabe se a parte que reflete é virada pra cima ou para baixo é complicado notar essa diferença nas letrinhas... A ideia de se padronizar os tamanhos é ótima, dispositivos mais novos podem ler as tecnologias mais antigas sem problemas, mas e os antigos?? eles simplesmente engolem os mais novos, literalmente em entender nada.....

Fica aqui um desafio :

Cd, DvD ou blu-ray??

A segunda experiência minha, essa mais interessante está sendo com meu irmão, ele é formado em Eng. Mecânica pela UFSC e está desenvolvendo uma tecnologia de serviços nova que possuirá uma interface para atender a qualquer tipo de pessoa, mais focado naqueles que sabiam utilizar um celular... todo mundo hoje em dia?

Neste processo, tenho dado conselhos a ele e dicas quanto a possibilidades e preocupações que deve ter e tomar de acordo com cada tela que está sendo projetada para a interface. Num caso real como esse notamos claramente a importância de cada frase para a compreensão do usuário, até mesmo um pequeno símbolo como um relóginho na imagem pode confundir o usuário e é sempre interessante se colocar do outro lado da moeda, não como o densenvolvedor mas como o usuário.... e se fosse eu? onde eu aperto??

Inclusive dei uns toques pra ele procurar realizar um teste de usabilidade como o que a professora apresentou em aula a uma semana, passei aqueles vídeos de testes e tal e até um vídeo com prototipagem em papel feito pelo pessoal de MC750 de semestres anteriores...

www.guardafila.com é o site da empresa dele pra quem quiser dar uma olhada ...

(não tem nada a ver com as interfaces que estão sendo desenvolvidas diga-se de passagem... )

Questões como acessibilidade então tornam-se ainda mais críticas nesse caso, é um serviço público, todo tipo de pessoa poderá utilizar, mas será que a interface está totalmente adaptada...

Veremos...



...ou não ?


Abraços!






EBXX, a franquia de maior sucesso em MC na Unicamp

Apresenta :


A Saga - EBIP
[ Saga - Quest for the lost interface... ( IMDB 2009 ) ]



Quero aproveitar pra agradecer a todos que elogiaram a edição do vídeo (q fui eu q fiz hehe) e lembrar sempre que a edição só fica boa porque temos atuações geniais... não fosse isso nada ia dar certo...

[ ] 's !

Online...


O avião caiu, mas o blog subiu...