Bom, como eu tô começando com isso, vou contar aqui um pouco da minha experiência pessoal com a "usabilidade" da matéria MC750 - Interfaces Humano-Computador....
Inicialmente vou descrever resumidamente meu estágio, trabalho num grupo de pesquisa da FEEC - Faculdade de Engenharia Elétrica e Eng. de Computação da Unicamp - chamado LBiC, que trabalha na área de IA com Bio-informática e Computação Bio-inspirada, sou estágiario "do laboratório" e portanto trabalho em diversas frentes junto com mestrandos e doutorandos, desenvolvendo aplicações de acordo com a necessidade da cada projeto.
Como trabalho em módulos específicos dos projetos e que normalmente são focados em análise de dados não temos uma preocupação específica com a interface, normalmente o desejo do pessoal é o mais minimalista e o menos ambíguo possível, ou seja, simplicidade. Mas um fato acontecido a uns dias me chamou bastante a atenção ... um usuário já experiente do grupo me mandou um email pedindo pra instalar um "cd especial" que não era lido por qquer máquina e nomeou as máquinas nas quais o "cd especial" funcionava.... Rapidamente já pensei que se tratava de um DVD... quando fui até o laboratório, estava desvendada a charada, o tal CD especial é na verdade um DVD... Obviamente que assim meu trabalho ficou facilitado, mas pare e pense, será que sua tia de 45 anos que adora mandar aquelas bobagens pra você no Orkut e MSN (que a sua priminha de 15 ensinou ela como usar) sabe diferenciar um do outro...???
Você vai dizer, putz claro né, tem lá um símbolo escrito, DVD, CD, mas pra esse pessoal que não sabe se a parte que reflete é virada pra cima ou para baixo é complicado notar essa diferença nas letrinhas... A ideia de se padronizar os tamanhos é ótima, dispositivos mais novos podem ler as tecnologias mais antigas sem problemas, mas e os antigos?? eles simplesmente engolem os mais novos, literalmente em entender nada.....
Fica aqui um desafio :

Cd, DvD ou blu-ray??
A segunda experiência minha, essa mais interessante está sendo com meu irmão, ele é formado em Eng. Mecânica pela UFSC e está desenvolvendo uma tecnologia de serviços nova que possuirá uma interface para atender a qualquer tipo de pessoa, mais focado naqueles que sabiam utilizar um celular... todo mundo hoje em dia?
Neste processo, tenho dado conselhos a ele e dicas quanto a possibilidades e preocupações que deve ter e tomar de acordo com cada tela que está sendo projetada para a interface. Num caso real como esse notamos claramente a importância de cada frase para a compreensão do usuário, até mesmo um pequeno símbolo como um relóginho na imagem pode confundir o usuário e é sempre interessante se colocar do outro lado da moeda, não como o densenvolvedor mas como o usuário.... e se fosse eu? onde eu aperto??
Inclusive dei uns toques pra ele procurar realizar um teste de usabilidade como o que a professora apresentou em aula a uma semana, passei aqueles vídeos de testes e tal e até um vídeo com prototipagem em papel feito pelo pessoal de MC750 de semestres anteriores...
www.guardafila.com é o site da empresa dele pra quem quiser dar uma olhada ...
(não tem nada a ver com as interfaces que estão sendo desenvolvidas diga-se de passagem... )
Questões como acessibilidade então tornam-se ainda mais críticas nesse caso, é um serviço público, todo tipo de pessoa poderá utilizar, mas será que a interface está totalmente adaptada...
Veremos...

...ou não né?
Abraços!
Gustavo,
ResponderExcluirpena que não saiu a imagem do CD, DVD ou ...
Interessante o que menciona e olha que voc~e não estava falando de nenhum novato. Era uma pessoa do seu lab. E fui olhar as unidades de DVD e de CD e elas são idênticas sem nenhuma indicação qual é uma ou outra. No caso, se trabalhasse com restrição a unidade deveria rejeitar o dispositivo errado certo? Ou o caminho é unificar a tecnologia?
No caso do seu irmão, se ele permitir coloque imagens para que a gente tenha uma idéia do que ele está fazendo. Fiquei curiosa?
Outro ponto que achei interessante do seu post foi quando você disse "....não temos uma preocupação específica com a interface, normalmente o desejo do pessoal é o mais minimalista e o menos ambíguo possível, ou seja, simplicidade...". Preocupar com interface não é caminhar no sentido da simplicidade?!