segunda-feira, 1 de junho de 2009

Minha eXPeriência...

Bom, como eu começando com isso, vou contar aqui um pouco da minha experiência pessoal com a "usabilidade" da matéria MC750 - Interfaces Humano-Computador....

Inicialmente vou descrever resumidamente meu estágio, trabalho num grupo de pesquisa da FEEC - Faculdade de Engenharia Elétrica e Eng. de Computação da Unicamp - chamado LBiC, que trabalha na área de IA com Bio-informática e Computação Bio-inspirada, sou estágiario "do laboratório" e portanto trabalho em diversas frentes junto com mestrandos e doutorandos, desenvolvendo aplicações de acordo com a necessidade da cada projeto.

Como trabalho em módulos específicos dos projetos e que normalmente são focados em análise de dados não temos uma preocupação específica com a interface, normalmente o desejo do pessoal é o mais minimalista e o menos ambíguo possível, ou seja, simplicidade. Mas um fato acontecido a uns dias me chamou bastante a atenção ... um usuário já experiente do grupo me mandou um email pedindo pra instalar um "cd especial" que não era lido por qquer máquina e nomeou as máquinas nas quais o "cd especial" funcionava.... Rapidamente já pensei que se tratava de um DVD... quando fui até o laboratório, estava desvendada a charada, o tal CD especial é na verdade um DVD... Obviamente que assim meu trabalho ficou facilitado, mas pare e pense, será que sua tia de 45 anos que adora mandar aquelas bobagens pra você no Orkut e MSN (que a sua priminha de 15 ensinou ela como usar) sabe diferenciar um do outro...???

Você vai dizer, putz claro , tem lá um símbolo escrito, DVD, CD, mas pra esse pessoal que não sabe se a parte que reflete é virada pra cima ou para baixo é complicado notar essa diferença nas letrinhas... A ideia de se padronizar os tamanhos é ótima, dispositivos mais novos podem ler as tecnologias mais antigas sem problemas, mas e os antigos?? eles simplesmente engolem os mais novos, literalmente em entender nada.....

Fica aqui um desafio :

Cd, DvD ou blu-ray??

A segunda experiência minha, essa mais interessante está sendo com meu irmão, ele é formado em Eng. Mecânica pela UFSC e está desenvolvendo uma tecnologia de serviços nova que possuirá uma interface para atender a qualquer tipo de pessoa, mais focado naqueles que sabiam utilizar um celular... todo mundo hoje em dia?

Neste processo, tenho dado conselhos a ele e dicas quanto a possibilidades e preocupações que deve ter e tomar de acordo com cada tela que está sendo projetada para a interface. Num caso real como esse notamos claramente a importância de cada frase para a compreensão do usuário, até mesmo um pequeno símbolo como um relóginho na imagem pode confundir o usuário e é sempre interessante se colocar do outro lado da moeda, não como o densenvolvedor mas como o usuário.... e se fosse eu? onde eu aperto??

Inclusive dei uns toques pra ele procurar realizar um teste de usabilidade como o que a professora apresentou em aula a uma semana, passei aqueles vídeos de testes e tal e até um vídeo com prototipagem em papel feito pelo pessoal de MC750 de semestres anteriores...

www.guardafila.com é o site da empresa dele pra quem quiser dar uma olhada ...

(não tem nada a ver com as interfaces que estão sendo desenvolvidas diga-se de passagem... )

Questões como acessibilidade então tornam-se ainda mais críticas nesse caso, é um serviço público, todo tipo de pessoa poderá utilizar, mas será que a interface está totalmente adaptada...

Veremos...



...ou não ?


Abraços!






Um comentário:

  1. Gustavo,

    pena que não saiu a imagem do CD, DVD ou ...
    Interessante o que menciona e olha que voc~e não estava falando de nenhum novato. Era uma pessoa do seu lab. E fui olhar as unidades de DVD e de CD e elas são idênticas sem nenhuma indicação qual é uma ou outra. No caso, se trabalhasse com restrição a unidade deveria rejeitar o dispositivo errado certo? Ou o caminho é unificar a tecnologia?
    No caso do seu irmão, se ele permitir coloque imagens para que a gente tenha uma idéia do que ele está fazendo. Fiquei curiosa?
    Outro ponto que achei interessante do seu post foi quando você disse "....não temos uma preocupação específica com a interface, normalmente o desejo do pessoal é o mais minimalista e o menos ambíguo possível, ou seja, simplicidade...". Preocupar com interface não é caminhar no sentido da simplicidade?!

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