Existe um aspecto curioso dentre aqueles que estudam computação

que muitos desconhecem ou negam. Os Computadores estão cada vez mais inseridos no cotidiano de muitas pessoas e por consequência mais ainda na vida daqueles que gostaram pelo menos um pouquinho dessa máquina que esquenta pra xuxu. Provavelmente a presença dessa máquina,
que muitas vezes é vista como uma caixa barulhenta ou no mínimo estranha por alguns, esteve presente na vida dos 'computeiros' desde muito antes deles saberem como essa coisa funciona.
Dessa maneira é bem comum encontrar na vida dos estudantes de computação traços de um computeiro que só iria se manifestar bem mais tarde.
Olhando para um passado bem distante até os dias atuais posso identificar momentos que desde cedo me indicaram qual curso eu deveria ter prestado no vestibular. A muito muito tempo atrás, talvez lá pelos 12 anos, na aula de informática na escola trabalhei com uma ferramenta chamada Micromundos. Básicamente o objetivo era programar uma tartaruguinha para executar alguma interação com o usuário. Opa, lá pelos 12 anos eu era um programador?

Na verdade não!
Mas naquele tempo comecei a criar um censo crítico sobre computadores e até mesmo sobre as interfaces que esbarro no meu dia-a-dia. A minha tartaruguinha devia se apresentar de forma amigável ao usuário e com isso surgiu um dos primeiros conceitos de interface na minha cabeça.
A mais ou menos um ano entrei em um projeto de iniciação científica na área de robótica pedagógica. Nesse projeto dois softwares foram criados para realizar uma comunicação direta entre um usuário e o computador, e o computador e o robô. No momento que encontrei dificuldades em manipular os softwares já criados começaram a surgir dúvidas em minha cabeça que só foram respondidas mais tarde na aula de interfaces. O usuário, que muitas vezes é uma criança, deve saber o que é uma porta COM? Qual alerta o software deve emitir se o robô perder comunicação com o robô? Como devem ser apresentadas mensagens de erro? Hoje o software foi corrigido pelas experiências com interface que fui acumulando dentro e fora do curso de eng. de computação.
Posso dizer que foi quase sem querer que entrei nesse curso. No momento da escolha me pareceu ser meio natural marcar a opção computação na inscrição do vestibular. Não precisei de pensar muito pois a computação se inseriu sozinha na minha vida, da mesma maneira que ocorreu com meus colegas de curso. Já que estamos aqui, a frase da vez é: "BOLA PRO MATO QUE O JOGO É DE CAMPEONATO!!!"
Felipe,
ResponderExcluirque bom saber que usou uma versão do Logo - o Micromundos!
Foi também começando a trabalhar com crianças e professores usando Logo que me dei conta da importância de interfaces. Por que era tão mais fácil programar Logo que programar C! Por que o feedback imediato do que está acontecendo a cada comando, e ainda mais o feedback gráfico, é tão relevante?
E olha que meu mestrado foi em Compiladores!
[]´s e parabéns pelo seu post.
heloisa
Com certeza a resposta ao usuário que está aprendendo vem mais rápida devida a simplicidade e a resposta gráfica do logo.
ResponderExcluirAtualmente estou trabalhando em um compilador para logo na minha iniciação. Curioso né? Vou conseguir umas imagens do projeto e gero um novo post.
Eu acho q essa foto do cruzeiro tem que ser banida do blog
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